PARASHAH MATTOT מטות פרשת

Por Rosh Robson


Mattot significa tribos. Essas tribos eram os conjuntos de clãs que eram compostas pelos patriarcas. Na linguagem de hoje essas tribos significaria "estados,províncias".  A parasha começa falando sobre as leis de juramentos e promessas . A Torá então descreve a batalha do povo judeu e a vitória sobre Midyan, seguida por uma narrativa detalhada da distribuição dos despojos de guerra. As tribos de gad e Reuven querem que sua herança fosse a leste do rio Jordão,ao invés na Terra Santa,pois lá seria melhor para criar seus enormes rebanhos.
 Após alguma discussão, Moshê(Moises) concorda, mas apenas sob a condição de que ajudassem o restante da nação a conquistar toda a Terra de Israel, antes de retornarem para estabelecer-se no seu legado. A Torá delineia as fronteiras exatas da terra de Israel. Já que os levitas não receberiam uma porção como os demais, cidades especiais foram separadas para eles. Alguns destes locais serviriam também como cidades de refúgio para alguém que, sem intenção, tenha matado uma pessoa, e então fugiria para uma destas cidades para buscar abrigo e evitar a vingança de um parente próximo da vítima, lá permanecendo até a morte do atual Cohen Gadol .
O livro b'midbar[números] termina com todas as informações a respeito das filhas de Tslofchad e as leis sobre herança.   

A MENSAGEM DA PARASHAH MATTOT:  

Nas palavras da porção desta semana da Torá há uma sutil alusão a estas idéias. Quando alguém reconta suas viagens, normalmente diz que viajou a um determinado lugar e lá permaneceu. A Torá, entretanto, ao recontar as jornadas dos filhos de Israel, emprega um fraseado estranho, sem mencionar chegada alguma. Além disso, a lista começa declarando: "E Moshê escreveu as suas saídas, conforme as suas jornadas… e essas são suas jornadas conforme as suas saídas." (Bamidbar 33:2); além da aparente inconsistência e redundância, o próprio significado do versículo é evasivo.  As palavras deste versículo contêm o seguinte significado alegórico: em nossas jornadas pela vida, como as viagens dos filhos de Israel pelo deserto, às vezes "viajamos" para fora do caminho que D'us preparou para nós, e nos tornamos perdidos em um deserto espiritual. Nestes momentos, os justos dentre nós "saem" para retificar o que fizemos; pela sua persistência pessoal no estudo e prática da Torá, guiam-nos de volta ao caminho certo pelo exemplo que estabelecem. Dessa maneira, após "nos afastarmos" de um lugar, eles "acampam" no próximo, significando que eles restabelecem o balanço celestial do universo, e restauram a direção do povo judeu à sua correta orientação.

Comunidade Israelita realiza encontros em Barreiras

Texto e fotos: Cheilla Gobi - cheilla@falabarreiras.com
Na cidade de Barreiras é possível conhecer e aprender sobre a comunidade Israelita. O grupo existente já há dois anos e meio, hoje é composto em média por 12 membros, fora os visitantes e congregados, reunindo cerca de 20 pessoas. Esta comunidade não está ligada oficialmente a nenhuma instituição, sinagoga no Brasil, mas se trata de um movimento que se origina dos que vieram dos Estados Unidos para o Brasil. A congregação conta com departamento e realizam trabalhos sociais.

A imigração judaica no Brasil foi um movimento migratório do início do século XIX até a primeira metade do século XX, especialmente nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste. Segundo informações da enciclopédia, hoje somam mais de 90 mil praticantes do Judaísmo no Brasil, sendo o número de ascendentes, não muito exato.

De acordo com o líder da comunidade Israelita Resgate em Barreiras e também em outras localidades da região oeste da Bahia, Rabi Robson Batista, 33 anos, a comunidade é remonta de anos anteriores, e que um trabalho de estudos sobre a história da religião passou a existir e atrair tanto descendentes quanto pessoas que se interessam pela cultura, sendo que o estudo é a principal característica dos judeus.

Quando se abre um grupo de estudo, no qual passam a conhecer de forma profunda o Torá, livro sagrado dos Judeus, escrito em português e Hebraico, recebe o nome de embrião. Posteriormente passa a ser uma congregação, é o caso da comunidade de Barreiras. “Nós não aprendemos somente sobre a bíblia, aprendemos sobre a cultura de Israel, a língua,” disse o líder da comunidade. 

De acordo com o líder, ele tem o papel de visitar outras cidades e despertar nos embriões o desejo em resgatar a fé dos seus antepassados. Segundo ele, há judeus em diversas localidades da região, a exemplo de Correntina e Catolândia. “A maioria dos historiadores que eu tenho tido contato, diz que provavelmente mais de 35% do nordeste brasileiro tem sangue judaico na veia. No caso de Barreiras, nós temos muitos descendentes de judeus na cidade. Os que tiveram a oportunidade de conhecer estão felizes. Muitos também não sabem que são descendentes. Procuramos estar ligados aos judeus do mundo inteiro através da internet,” afirmou o Rabi.

Robson diz ainda ser possível encontrar um Judeu com diferentes aspectos, menos analfabeto. “Você pode encontrar um judeu em qualquer aspecto menos analfabeto, ele é dotado na escrita e leitura,” ressaltou ele.
Israelita e Judeu

Segundo o Rabi Robson, a diferença do Israelita para o judeu tradicional, é que os judeus tradicionais são reservados, voltados para si mesmos e de difícil acesso. No Brasil existem as comunidades judaicas e as comunidades israelitas. Os Israelitas reconhecem que Jesus é o Messias, o salvador.

Os Israelitas são mais flexíveis e tem como objetivo divulgar a cultura e o conhecimento. Ao mesmo tempo em que acontecem reuniões reservadas, realizam também as abertas.

Encontro

Nas sextas-feiras são realizadas cerimônias familiares nas quais refeições judaicas são feitas à noite para recebimento do “shabat”, sábado em hebraico. Durante o sábado, é estudado o Torá. No período da tarde, música judaica e à noite fechamento do sábado. No domingo às 18 horas é realizada uma reunião aberta para aqueles que se interessar em conhecer a cultura israelita em Barreiras.

Diferenciação

No Israelismo o que diferencia das outras religiões é a dedicação aos estudos, se dedicam a viver Deus. A teologia ensina que tem que estudar a Deus, o Israelita entende diferente, deve viver Deus. “O que eu aprendo no Torá é praticado, a nossa diferença é a coerência. Aprendemos como nos alimentar, como relacionar com as pessoas, como se vestir dentre outros ensinamentos,” falou o Rabi.

A história é um marco por se tratar da primeira religião do mundo, a partir de Abraão, Moisés, os Israelitas já existiam.

Robson diz ser possível qualquer pessoa se tornar um Israelita, já ser Judeu é mais complexo, quase impossível. Segundo ele, o judeu não é apenas uma religião é uma raça, histórico, genética.

O principal papel de Jesus foi transformar os homens do mundo em Israelitas aquele que se liga ao Deus de Israel através do Jesus que é Judeu. As maiores dificuldades a serem seguidas é com relação à lei da convivência e também guardar os sábados.

Ímpios

Os Islâmicos chamam todos os outros que não são do mesmo grupo, de infiéis. Já os Israelitas tem uma outra colocação considerada, “leve”. “Chamamos de justos entre as nações, acreditamos que aqueles que não são judeus ou Israelitas e seguem o Deus de Israel, são os justos e injustos dentro das nações. São pessoas que praticam justiça mesmo sem ter religião. Não reconhecemos um homem justo por sua religião e sim pela sua índole, caráter,” disse rabi.

A comunidade Israelita da região pretende realizar o I Encontro dos Descendentes de Judeus no Oeste da Bahia, com intuito em mostrar, principalmente para a cidade de Barreiras, a riqueza desta cultura.

Segundo Robson uma das principais funções, é quebrar o cisma entre Israel e as nações. “Às vezes até a própria mídia coloca Israel como um problema. Este cisma que eu falo é entre as igrejas, elas também devem entender o nosso papel, queremos contribuir com a população de forma positiva e que as pessoas possam entender que o povo Israelita não quer ser maior, melhor. Quando se fala em judeu, principalmente alguns cristãos, têm um bloqueio, acham que somos ateus, que foi quem matou Jesus. E não é bem assim. Israel tem um pensamento totalmente diferenciado do que as pessoas acham, então queremos que a cisma seja quebrada. Somos Israelitas, sobreviventes no interior da Bahia e queremos ser respeitados,” relatou o líder Israelita.
Festas

Festa de Purim que lembra o livramento que Israel recebeu
07 de abril celebra a páscoa judaica
27 de maio, Pentecostes
17 de setembro comemoram o ano novo judaico
26 de setembro o dia do perdão
01 de outubro, tabernáculos
09 de dezembro Hanuca – Festa das luzes.
Os encontros da comunidade Israelita são realizados na Rua Rui Barbosa, 801 A, Bairro Morada da Lua. Avenida principal.

Contatos

Pelos telefones 8104-6831/9940-4272/8135-6615